O Museu Municipal de Itapetinga abriu espaço para a juventude e para diferentes manifestações culturais durante uma atividade da Primavera dos Museus, realizada nesta semana. Com o tema nacional “Museu para todas as pessoas”, a programação reuniu jovens de diferentes territórios, coletivos culturais e representantes do poder público em uma tarde de arte, memória e debate sobre identidade.
Participaram do encontro jovens da Vila Érica e do Noralice, integrantes de coletivos negros e culturais e representantes da Batalha da Acústica. A presença dos grupos levou para o espaço do museu manifestações da cultura urbana, aproximando expressões contemporâneas do ambiente tradicionalmente associado à preservação da memória.
Um dos destaques foi a participação da Batalha da Acústica, que apresentou rimas, freestyle, hip hop e poesia. A atividade criou uma ponte entre a cultura urbana e o patrimônio histórico, mostrando como diferentes linguagens podem ocupar os espaços de memória e dialogar com novas gerações.
A programação também contou com uma apresentação da professora Viviane Macário sobre cultura afro-brasileira. O momento abordou temas como identidade, ancestralidade e história, destacando a contribuição da população negra para a formação cultural brasileira.
A atividade foi conduzida pela diretora de Juventude e Diversidade, Janinne Odara. Também participaram o diretor de Turismo, Adriano Wirz; o diretor de Cultura, Marco Correia; o diretor da Biblioteca Municipal, Eduardo Fiscina; o diretor do Museu Municipal, Maurício Gomes; e o secretário de Juventude do Estado da Bahia, Nivaldo Millet, além de representantes de coletivos e da comunidade.
A programação integra a Primavera dos Museus, iniciativa que busca ampliar a relação entre os museus e a sociedade. Em Itapetinga, o encontro colocou a juventude no centro dessa proposta, levando para dentro do museu diferentes vozes, experiências e manifestações culturais.
O encontro mostrou o museu como um espaço também ocupado pelo presente. Entre rimas, poesia, debates e reflexões sobre ancestralidade, a juventude encontrou no equipamento um lugar para se expressar e construir novas formas de se relacionar com a memória e a cultura de Itapetinga.





