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Agentes de Endemias no combate à dengue em Itapetinga


Os casos de dengue no Brasil já superam o registrado no pico da epidemia de 2023. De acordo com dados do Ministério da Saúde, três semanas de 2024 tiveram números de casos superiores à semana de ápice do ano passado. O Brasil registrou 151 mortes por dengue em 2024, segundo dado divulgado nesta quinta-feira, 22. Até agora, o país soma 740.942 casos prováveis da doença.

O Aedes Aegypti utiliza todo o tipo de recipiente capaz de acumular água para depositar seus ovos. Alguns são conhecidos: garradas e embalagens descartáveis, latas, vasos de plantas, pneus e plásticos. Mas há lugares que, muitas vezes, o mosquito utiliza para se reproduzir e que são desconhecidos das pessoas. É aí que entra o trabalho dos agentes de combate a endemias.

‘‘Esses profissionais que atuam na linha de frente do combate ao mosquito são treinados e capacitados para detectar riscos de vetores para os próprios residentes e para a comunidade, orientando as famílias, visitando as casas uma a uma. Ninguém quer que sua residência seja um local de risco. Por isso, é importante abrir as portas para esse serviço de proteção’’, ressalta o coordenador de Endemias Márcio Ribeiro.

Cabe também aos agentes de endemias a tarefa de vistoriar imóveis não residenciais, acompanhado pelo responsável, para identificar locais e objetos que sejam ou possam se transformar em criadouros do mosquito.

Conheça outras atribuições dos agentes de enfrentamento ao Aedes Aegypti:

– Informar o responsável pelo imóvel não residencial sobre a importância da verificação da existência de larvas ou mosquitos transmissores da dengue;

– Vistoriar e tratar os imóveis cadastrados e identificados pelo agente comunitário de saúde (ACS) que necessitem do uso de larvicidas ou remoção mecânica de difícil acesso, que não possam ser eliminados pelo ACS;

– Elaborar e executar estratégias para o encaminhamento das pendências (casas fechadas ou recusas do morador em receber a visita);

– Orientar a população sobre a forma de evitar locais que possam oferecer risco para a formação de criadouros do mosquito;

– Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo de mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue;

– Notificar os casos suspeitos de dengue, informando a equipe da Unidade Básica de Saúde;

– Encaminhar ao setor competente a ficha de notificação da dengue, conforme a estratégia local.

Pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos são mais suscetíveis às complicações da dengue, chikungunya e zika. Caso tenha um desses perfis, os cuidados de combate ao mosquito devem ser redobrados.

Confira alguns cuidados:

– Mantenha a caixa d’água bem fechada;

– Guarde pneus em locais cobertos;

– Limpe bem as calhas de casa;

– Amarre bem sacos de lixo e não acumule entulho;

– Esvazie garrafas PET, potes e vasos;

– Coloque areia nos vasos de planta;

– Receba bem os agentes de saúde e de endemias. Eles fazem um trabalho fundamental no combate ao mosquito.

Em caso de aparecimento de sintomas, procure uma unidade de saúde e não tome remédios por conta própria.

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